segunda-feira, 30 de março de 2015

A Experiência

Filme dirigido por Oliver Hirschbiegel, baseado no romance Black Box, de Mario Giordano (que também assina o roteiro do longa). Livro o qual foi baseado no incidente real acontecido na universidade norte-americana de Stanford em 1971. Quando um grupo de pesquisadores fizeram um experiência idêntica ao do filme, com a diferença que souberam a hora de parar o experimento antes de haver uma consequência maior.

O filme começa com Tarek Fahd (Moritz Bleibtreu) um taxista que resolve ser cobaia em uma experiência anunciada em um jornal, com a recompensa de 2 mil dólares, além disso, ele se oferecer a escrever um artigo ao seu antigo feche, também dono de um jornal. Ao chegar ao laboratório se junta com outros 19 homens normais, a maioria trabalhadores e feches de família, logo se percebe um ambiente amigável e agradável entre eles. A experiência consiste em separa-los,  oito são escolhidos para serem os carcereiros da prisão e outros 12 para serem os prisioneiros, durante 15 dias.

As diferenças começam a ser expostas quando os guardas são vestidos com uniformes impecáveis e os prisioneiros recebem apenas uma túnica rustica com seus números e um chinelo de dedos. Os guardas são aconselhados a chamar os prisioneiros pelos números e os prisioneiros por sua vez teriam que se referir aos guardas como Sr. Guarda da Prisão, assim além de diminuir a relação de amizade que avia se iniciado antes também se criou uma distancia de patente em eles. Os guardas também tiveram que explicar as regras da prisão aos seus colegas de experiência, o que ajuda a fortalecer a ideia de autoridade aos guardas.

Os exames feitos antes de começar a pesquisa pelo Prof. Klaus Thon (Edgar Selge), o ajudam a identificar dois lados opostos, Tarek Fahd e Berus (Justus von Dohnanyi), já prevendo que os dois teriam os comportamentos mais influentes em seus grupos. Com sua dificuldade de obedecer regras desde criança Tarek Fahd foi colocado como prisioneiro e Berus com temperamento calculista e tendência megalomaníaca é colocado como um dos guardas, não demora muito para que Fahd comece a descordar de certas regras e ser punido com flexões, já que uma das regras da pesquisa proíbe o uso de violência, apesar de os guardas estarem sempre munidos de cassetes. Porem quando os guardas percebem que as punições não surtem efeito em Fahd, eles começam a fazer outros prisioneiros pagarem flexões junto com ele, primeiro os prisioneiros de sua cela, depois os outros, até chegar ao ponto de alguns começarem a evita-lo.

Logo Berus começa a impor suas ideias que para poderem controlar os prisioneiros já que não poderiam usar de violência precisariam usar de humilhação publica, quando Fahd coloca um dos guardas em sua cela e quase começa uma rebelião os guardas retiram todas as camas das celas a força e obrigam os prisioneiros a se despirem e passarem a noite sem suas camas e  roupas. Com isso 77 (Fahd) acaba sendo excluído por parte dos prisioneiros. Mesmo com essa atitude errada dos guardas eles foram elogiados pelo Prof. Thon por não usarem de violência física com os prisioneiros, o que ajudou a aumentar o ego e as tendências megalomaníacas que passou a pairar em quase todos os guardas.

Nos exames do começo do longa os cientistas descobrem que Fahd tem claustrofobia, com isso criam uma caixa preta para quando ele sair da linha poderem conte-lo, porem essa caixa seria apenas usada como um símbolo para amedronta-lo e faze-lo seguir as ordens, pensar duas vezes antes de desobedecer uma regra, o que da certo no inicio, porem quando os guardas assumem o controle  do laboratório acabam usando a caixa para punir o protagonista.
No final os guardas que foram recompensados de forma positiva desde o inicio e principalmente depois de agirem de forma brutal mas não violenta contra os prisioneiros perderam o controle sobre eles mesmos, enquanto os presos que foram sempre punidos e maltratados acabaram por até mesmo demorando para se livrarem de determinados costumes como saírem de suas celas e passarem da linha de frente delas, ou até mesmo quando são libertados alguns nem chegam a tirar as fitas da boca.

Mas na verdade esse filme fala mesmo da nossa vida normal, se olharmos os guardas como a lei e os prisioneiros como a população, pessoas comuns, iremos ver várias associações entre o longa e a nossa vida. A lei pode nos punir, nos trancafiar e até mesmo nos humilhar se não seguirmos as REGRAS. O que os impedem de nos agredir? Simples o Diretos Humanos (que no caso seria Prof. Thon), se o sistema passa a ser autoritária de mais, alguns de nós acabam se recusando a seguir algumas regras (Fahd) e como sempre alguém nesse sistema tem a disposição fanática e se sente um líder perante todos (Berus) e como várias vezes contadas em nossos livros de história o líder seguidor da lei imposta e criada por ele se sente ameaçado pelo líder popular e liberalista, e tenta usa-lo como símbolo de desordem e exemplo cabível de punição. O que deixa um tom mais pesado nesse filme seria que mesmo essa história sendo passada nos EUA ela é contada aqui na Alemanha um lugar que historicamente teve problemas com esse tipo de imposição fanática e abusiva.


Especificações Técnicas:
Estréia: 5 de Setembro de 2003
País / Ano de Produção: Alemanha / 2002
Duração: 156 minutos
Diretor: Oliver Hirschbiegel
Roteirista: Mario Giordano
Nome Original: Das Experiment


Trailer do Filme: A Experiência

Nenhum comentário:

Postar um comentário